As tendências que vão mudar o retalho

Por o 1 Outubro 2019

Greg Copeland, Behavioural Strategist da The Behaviours Agency publicou recentemente um relatório com os principais aspetos que vão mudar a forma como compramos e vendemos nos próximos anos. Partilho as ideias principais para que não fique de fora destas mudanças de paradigma!

 

 

Género

A discussão sobre o género tem-se construído nos últimos anos: chegaram as mudanças ao nível político, social e cultural.  O retalho não é exceção: agora mais do que nunca, os negócios devem focar-se na neutralidade de género, esbatendo a dicotomia entre masculino e feminino.

 

Significado

Os consumidores começam a olhar para além da satisfação material: alimentar a mente é uma prioridade. O significado assume um papel mais relevante do que ter: a felicidade não pode ser comprada! O consumo foca-se em experiências relevantes e no bem-estar (do consumidor, ao produtor e para o ecossistema).

 

Estórias: a importância da narrativa

O consumidor assume o papel de curador das marcas que deixa entrar na sua vida. Ao ser inundado com comunicação de marca por todo o lado, assume um papel ativo na seleção das marcas que se podem aproximar. A narrativa (quem, como e porquê) assume um papel de relevo.

 

Desconexão

A tecnologia que prometeu capacitar a sociedade está a sufocá-la. As marcas que abusarem deste medium correm o risco de perverter a ligação com os seus consumidores: a ligação pode ser considerada abuso. Estar offline passa a ser uma necessidade e tendência, como resposta à manipulação e dependência tecnológicas. Equilíbrio e bom-senso são palavras chave para a ‘reconexão’.

 

Expectativas

A gestão da expectativa no consumo complexifica-se. O nível de serviço da rapidez tecnológica nalguns segmentos passa a ser esperado em todos. A fasquia da experiência de consumo está mais elevada e há pouca margem para demoras. Gerir a expectativa do consumidor de forma positiva é o desafio.

 

O Luxo da interação humana

O desenvolvimento tecnológico tem um custo humano. Cada vez mais o homem é substituído por máquinas (pontos de venda, atendimento ao cliente…). O que faz com que a interação humana se torne um serviço de luxo, motor diferenciador de ligação e da experiência de consumo.

 

Analítica avançada

Há muito que sinais RFID e WiFi fazem parte do contexto de compra, permitindo medir e analisar fontes imensas de dados para orientar vendas eficientes e eficazes. Preparem-se: a tecnologia vai medir padrões de movimento dos consumidores com uma precisão de milímetros (incluindo dados biométricos e estados mentais).

 

Blockchain

Já imaginou uma gigante base de dados, 100% transparente, descentralizada e inalterável? Os ciclos de produção passam a ser transparentes e acessíveis ao consumidor (local de produção, cadeia de distribuição, impacto ambiental…).

 

Retalhistas <=> média

O retalho assume um papel relevante como distribuidor de conteúdos assim como os média assumem um papel importante como retalhistas. Conteúdo, conteúdo! Quem produzir conteúdos únicos e originais tem um papel de relevo junto do consumidor.

 

Automação

A automação vai mudar a forma como compramos e nos envolvemos com as marcas, ao conjugar diversas forças tecnológicas (IoT, robótica). A inteligência artificial simplifica a vida ao consumidor (o frigorífico que encomenda o produto que acabou) mas também elimina o contacto direto entre marca e consumidor no ato da compra.

 

Marcas e retalhistas têm que compreender o papel que têm na vida dos consumidores para se tornar relevantes na construção de relações reciprocamente frutíferas.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Product manager

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