Os líderes digitais

Por o 6 Abril 2018

No decorrer deste seculo, temos assistido à rápida digitalização do mundo, isto é, tanto pessoas como empresas, estão cada vez mais presentes no mundo digital, fazendo da internet, e sobretudo de redes sociais, a maior ferramenta de comunicação, lazer e até mesmo, promoção de ideias, bem como ideologias quer do ponto de vista individual (pessoas), bem como a promoção de produtos e serviços, do ponto de vista das empresas e organizações. Fazendo assim da internet a maior plataforma de promoção e comunicação, a nível global, da história da humanidade.

 

Se por um lado, a presença na internet, por parte de empresas e organizações (públicas e privadas) permite de forma (quase) imediata a sua globalização. Sendo possível a qualquer utilizador, em qualquer parte do mundo, aceder a informação e/ou até mesmo adquirir produtos e serviços, como é o caso de empresas e organizações com a opção de e-commerce (sendo este ponto, um claro e óbvio benefício). Por outro lado, os custos de comunicação e promoção – publicidade – na internet, são claramente inferiores aos media tradicionais, com um enorme e extraordinariamente alcance, nunca antes visto!

Todavia, nem tudo é um “mar de rosas”, pois não basta ter um website, ou fan pages nas redes sociais, publicar conteúdos, notícias ou até mesmo anúncios – social media ads! Cada vez mais, as empresas, no sentido de se destacarem da concorrência, utilizam técnicas inovadores de promoção e comunicação aos seus públicos-alvo. Uma dessas técnicas é a utilização digital influencers, como é o exemplo da bloggers, instragramers e youtubers. Embora a utilização de pessoas e/ou personas, no sentido de influenciar os consumidores, não é uma técnica recente – como se pode verificar nos media tradicionais, em variadíssimos anúncios publicitários.

A novidade quanto aos digital influencers, é mesmo a capacidade de influência e alcance de milhares, sendo por vezes, milhões de seguidores dispersos, em alguns casos, globalmente. Os digital influencers – bloggers, instragramers e youtubers – ou “líderes digitais”, têm cada vez mais seguidores, como uma a abrangência, maioritariamente, jovens adultos e adolescentes. Muitos deles já são consumidores (jovens adultos), mas sobretudo os adolescentes, que serão os consumidores de amanhã e como uma permanência constante na internet.

Ainda assim, as marcas, gastam milhões de euros em campanhas publicitárias, tanto nos media tradicionais, bem como na internet. Campanhas essas, que grande parte das vezes, não tem o impacto desejado, apenas por não terem a audiência do seu público-alvo, sobretudo se forem jovens.

Uma das unidades curriculares que leciono, na licenciatura de Marketing e Publicidade, é precisamente, Comunicação Publicitária. No contacto diário com jovens adultos, enquanto docente, tenho verificado que os jovens e jovens adultos não veem televisão – por sua vez, também não veem publicidade – pois encontram tudo na internet. Contudo, mesmo na Internet, também não assistem a spots publicitários. Muitas vezes utilizam bloqueadores de publicidade, mas a maioria segue “líderes digitais” e assume-se influenciados por eles. Muitos afirmam mesmo, que sentem-se mais confortáveis e com maior confiança, relativamente a determinado produto referenciado por um “líder digital” que num spot publicitário, ou outras formas de comunicação que as marcas adotem.

Estarão as empresas atentas a este fenómeno? Que estratégias de comunicação deverão as empresas adotar? Estarão as marcas, no futuro, dependentes de reviews dos “líderes digitais”?

Em cada mudança de era tecnológica, segundo a história, assistimos a profundas alterações de domas e paradigmas. Com a era digital não é, nem será diferente! Uma alteração de paradigma é, claramente, na comunicação que as marcas/ empresas fazem para os seus públicos-alvo, apesar de tratar-se de comunicação em massa, está cada vez mais individualizada, seguindo os padrões atuais. Porém, a sociedade e os consumidores têm vindo a mudar, estão cada vez mais digitais, procuram mais informação por um lado, por outro têm em maior consideração o testemunho real dos “líderes digitais”!

 


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